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Bolsonaro e Camilo Santana: duas formas de encarar a pobreza menstrual
Nas razões do veto, o presidente justificou que o projeto não estabeleceu a fonte de custeio
date_range11/10/2021 às 09:00

Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro vetou na quinta-feira passada, trechos do Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual (Lei 14.214/21). Bolsonaro excluiu a distribuição gratuita de absorvente feminino para estudantes de baixa renda de escolas públicas e mulheres em situação de rua ou de vulnerabilidade extrema. A decisão foi publicada na edição do dia 08 de outubro do Diário Oficial da União. 

Novamente, mostrando o oposto das ações bolsonaristas, o governador Camilo Santana garantiu que o estado vai iniciar, ainda em 2021, a distribuição gratuita de absorventes, beneficiando cerca de 115 mil estudantes. 

Segundo o deputado estadual Acrísio Sena (PT), que vem acompanhando essa questão desde o início, diz que “Na mesma linha, nosso mandato destinou emenda no valor de R$ 100 mil para o IFCE, com objetivo de pesquisar tecnologias de enfrentamento à pobreza menstrual no Ceará. Nossa meta é a fabricação de kits a serem doados a meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade social no campo e na cidade”.

“A decisão do presidente Bolsonaro só reforça a tese de que estamos diante de uma gestão misógina, cruel e avessa aos pobres”, ressaltou. 

A resposta do governador Camilo Santana revela que a sensibilidade e o respeito à dignidade feminina têm espaço garantido no Ceará.





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Profissional de Comunicação Social com passagens pelas emissoras de rádios: Verde Vale AM, Tempo FM, Rádio 100 FM e Iracema do Cariri FM, sempre na produção de conteúdo jornalístico. No Site Miséria, como produtor, redator e repórter de 2013 a fevereiro de 2021. Atualmente no Portal de Notícias Cariri En Si (www.caririense.com.br).